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D. HENRIQUE I

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Henrique I de Portugal

 

D. Henrique I de Portugal foi o décimo-sétimo Rei de Portugal, tendo governado entre 1578 e a sua morte, 1580. Ocasionalmente é chamado de D. Henrique II por alguns autores, em virtude de ser o segundo chefe de estado de Portugal chamado Henrique, tendo-se em linha de conta o Conde D. Henrique, por aqueles chamado de D. Henrique I. É conhecido pelos cognomes de O Casto devido à sua função eclesiástica, que o impediu de ter descendência legítima, O Cardeal-Rei igualmente por ser eclesiástico ou O Eborense / O de Évora por ter sido também arcebispo daquela cidade e aí ter passado muito tempo, e inclusivamente fundado a primeira Universidade de Évora, entregue à guarda dos Jesuítas, transformando Évora num pólo cultural importante, acolhendo alguns vultos da cultura de então: Nicolau Clenardo, André de Resende, Pedro Nunes, António Barbosa, entre outros.

 Vida religiosa

Henrique era o quinto filho varão de D. Manuel I e sua segunda mulher Maria de Aragão, e era irmão mais novo do Rei D. João III. Como se compreende, Henrique não tinha tido a esperança de subir ao trono.

Bem cedo na sua vida, Henrique recebeu o sacramento da ordenação, para promover os interesses portugueses na Igreja Católica, na altura dominada pela Espanha. Ele subiu cedo na hierarquia da Igreja, tendo sido rapidamente Arcebispo de Braga, primeiro Arcebispo de Évora, Arcebispo de Lisboa e ainda Inquisidor-mor antes de receber o titulo de Cardeal sendo portanto um cardeal-infante, com o título dos Santos Quatro Coroados 1546.

Não pelas suas mãos, mas com sua autorização dada ao Frei Luís de Granada dominicano que editou em português uma obra sua, intitulada "Meditações e homilias sobre alguns mysterios da vida de nosso Redemptor, e sobre alguns logares do Santo Evangelho, que fez o Serenissimo e Reverendissimo Cardeal Infante D. Henrique por sua particular devoção" em Lisboa, editada por Antonio Ribeyro, em 1574. Esta obra, em português, visava substituir a palavra oral pela escrita, num esforço de chegar às recuadas aldeias onde dificilmente chegava, pela escassez de religiosos conhecedores do Latim. Foram publicadas em Latim pelos Jesuítas em 1576 e depois em 1581.

Participou do conclave de 1549-1550, que elegeu ao Papa Júlio III e dos conclaves de Abril e Maio de 1555, nestes chegou a ser apontado como um dos favoritos a suceder no trono de São Pedro. Inclusivamente, o seu irmão João III de Portugal pediu ao cunhado, o imperador Carlos V que favorecesse a ascensão do seu irmão ao sólio pontifício, através da compra dos votos do Colégio dos Cardeais. Porém, não participou dos conclaves de 1559, 1565-1566 e de 1572.

Henrique, mais do que ninguém, empenhou-se em trazer para Portugal a ordem dos Jesuítas, tendo utilizado os seus serviços no Império Colonial.

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 Regente e Rei

Quando João III de Portugal morreu, muitos discordavam da atribuição do poder da regência a Catarina de Áustria, irmã de Carlos I de Espanha. Henrique sucedeu assim à sua cunhada, em 1562, servindo como regente para Sebastião, seu sobrinho de segundo grau.

Após a desastrosa Batalha de Alcácer-Quibir em 1578, depois de receber a confirmação da morte do rei, no Mosteiro de Alcobaça, acabou por suceder ao sobrinho-neto. Henrique renunciou então ao seu posto clerical e procurou imediatamente uma noiva por forma a poder dar continuidade à Dinastia de Avis, mas o Papa Gregório XIII, que era um familiar dos Habsburgos, não o libertou dos seus votos.

Foi aclamado rei na igreja do Hospital de Todos-os-Santos, no Rossio, sem grandes festejos. Caberia-lhe resolver o resgate dos muitos cativos em Marrocos. O reino, então jubilante pela juventude com que D. Sebastião liderava, perdia o ânimo com a notícia e exigia vingança ao rei que, entretanto, adoecia.

 Morte e Crise de 1580

Mesmo com o sério problema da sucessão em mãos, D. Henrique nunca aceitou a hipótese de nomear o Prior do Crato, outro seu sobrinho, herdeiro no trono, pois não reconhecia a legitimidade de D. António. Por consequência, após a sua morte, de facto D. António subiu ao trono mas não conseguiu mantê-lo, perdendo-o para seu primo Filipe II de Espanha, na batalha com o duque de Alba.

O Rei-Cardeal morreu durante as Cortes de Almeirim de 1580, deixando uma Junta de cinco governadores na regência: o arcebispo de Lisboa D. Jorge de Almeida, D. João Telo, D. Francisco de Sá Meneses, D. Diogo Lopes de Sousa e D. João de Mascarenhas.

Em Novembro de 1580, Filipe I de Portugal enviou o Duque de Alba para reivindicar o Reino de Portugal pela força. Lisboa caiu rapidamente e o rei espanhol foi aclamado rei de Portugal, com a condição de que o reino e seus territórios ultramarinos não se tornassem províncias espanholas.

Foi sepultado inicialmente em Almeirim, mas em 1582 o seu sobrinho Filipe II de Espanha transladou o seu corpo para o transepto da igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Encontra-se junto ao túmulo construído para D. Sebastião, cuja sepultura foi também aí colocada por ordem de Filipe II. 

Conselho de Governadores do Reino de Portugal 

Por morte do Cardeal-Rei Henrique I de Portugal, em 31 de Janeiro de 1580, estando ainda a funcionar as Cortes de Almeirim para debater o complicado problema da sucessão da coroa de Portugal, tomou posse um Conselho de Governadores do Reino, nomeado pelo Cardeal o qual, sentindo a morte iminente, e vendo-se incapaz de escolher um novo rei entre os vários pretendentes, não queria deixar o reino na anarquia a fim de exercer interinamente o governo do reino, até que se decidisse sobre quem tinha legitimidade para governar.

Eram cinco os Governadores do Reino, a saber:

D. Jorge de Almeida arcebispo de Lisboa

D. Francisco de Sá Menezes, camareiro-mor do reino;

D. João Telo

D. João de Mascarenhas;

D. Diogo Lopes de Sousa.

O Conselho exerceu os normais actos de soberania enquanto esteve em funções – destacando-se, pela sua importância, a cunhagem de moeda própria.

Exercia a presidência do Conselho o arcebispo de Lisboa. Dentre os seus membros, somente João Telo era contrário a Filipe II de Espanha, sendo os demais pelo rei castelhano.

Tendo as Cortes dissolvido-se pouco depois sem deliberarem acerca da sucessão, acabaram os Governadores do Reino – comprados pelas dobras castelhanas oferecidas por Cristóvão de Moura – por decidir ser Filipe II de Espanha o legítimo herdeiro do trono de Portugal e Algarves e seus senhorios ultramarinos.

Em virtude desta tomada de decisão, o povo de Santarém viria a rebelar-se e a aclamar como rei de Portugal o Prior do Crato, D. António, em 24 de Julho de 1580. Poucos dias mais tarde entrava em Lisboa triunfalmente, onde foi recebido com idêntico entusiasmo, o que levou os Governadores a fugirem com receio para Setúbal, e daí rumo a Ayamonte, onde declararam sucessor legítimo da Coroa o rei de Espanha Filipe II, e dando-lhe assim um pretexto para invadir militarmente o reino, tendo em vista apossar-se daquilo que, agora, lhe pertencia de direito. 

Fonte Wikipédia

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