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D.AFONSO IV

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Afonso IV de Portugal

 

D. Afonso IV de Portugal , cognominado o Bravo, sétimo Rei de Portugal, era filho do Rei D. Dinis I de Portugal e de sua esposa, a Rainha Santa Isabel, nascida infanta de Aragão. D. Afonso IV sucedeu a seu pai a 7 de fevereiro de 1325.

Vida

Apesar de ser o único filho legítimo de seu pai, D. Afonso não seria, de acordo com algumas fontes, o favorito do Rei D. Dinis, que preferia a companhia de D. Afonso Sanches, um dos seus bastardos legitimado.

Esta preferência deu lugar a uma rivalidade entre os dois irmãos que, algumas vezes, deu lugar a confrontos armados. Em 1325, D. Afonso IV tornou-se rei e, como primeira decisão, exilou Afonso Sanches para Castela, retirando-lhe de caminho todas as terras, títulos e feudos concedidos pelo pai de ambos.

O exilado não se conformou e do outro lado da fronteira orquestrou uma série de manobras políticas e militares com o fim de se tornar ele próprio rei.

Depois de várias tentativas de invasão falhadas, os irmãos assinaram um tratado de paz, sob o patrocínio da Rainha Santa Isabel.

Em 1309, D. Afonso IV casou com a infanta Beatriz, filha do rei Sancho IV de Castela. A primogénita desta união, a princesa D. Maria de Portugal, casou com D. Afonso XI de Castela em 1328, mas o casamento revelou-se infeliz, dado que o Rei de Castela maltratava abertamente a mulher.

D. Afonso IV não ficou contente por ver sua filha menosprezada e atacou as terras fronteiriças de Castela em retaliação.

A paz chegou quatro anos mais tarde e, com a intervenção da própria D. Maria de Portugal, um tratado foi assinado em Sevilha em 1339.

No ano seguinte, em Outubro de 1340, tropas portuguesas participaram na grande vitória da Batalha do Salado contra os mouros merínidas.

Em 1343 houve no reino grande carestia de cereais e em 1346, a fim de fazer sua aliança com o rei de Aragão, D. Afonso IV enviou a Barcelona um embaixador para a assinatura do acordo entre o rei e D. Pedro IV de Aragão com vista à realização do casamento da infanta D. Leonor.

Em 1347 ocorreu um sismo que abalou Coimbra, tendo causado enormes prejuízos, e em 1348 a peste negra, vinda da Europa, assola o país.

De todos os problemas foi a peste o mais grave, vitimando grande parte da população e causando grande desordem no reino. O rei reagiu prontamente, tendo promulgado legislação a reprimir a mendicidade e a ociosidade.

A última parte do reinado de D. Afonso IV foi marcada por intrigas políticas e conflitos internos em grande parte devidos à presença em solo português de refugiados da guerra civil entre D. Pedro I de Castela e o seu meio-irmão D. Henrique da Trastâmara.

Entre os exilados contavam-se vários nobres, habituados ao poder, que cedo criaram a sua própria facção dentro da Corte portuguesa. Quando Inês de Castro se torna amante do príncipe herdeiro D. Pedro, os nobres castelhanos cresceram em poder e favor real.

D. Afonso IV não ficou agradado com o favoritismo concedidos aos castelhanos e procurou várias formas de afastar D. Inês do filho. Sem sucesso, porque D. Pedro assumiu tanto a relação com a castelhana como os filhos ilegítimos que dela teve, acrescentando em 1349 a recusa de tornar a casar com outra mulher que não ela.

Com o passar dos anos D. Afonso IV perdeu o controlo da situação, a facção castelhana e D. Inês aumentavam o seu poder, enquanto o único filho legítimo de D. Pedro, o futuro rei D. Fernando, crescia como uma criança doente.

Preocupado com a vida do único neto que reconhecia e com o acréscimo de poder estrangeiro dentro de fronteiras, D. Afonso IV ordena a morte de D. Inês de Castro em 1355.

Ao contrário do que esperava, o seu filho não se aproximou de si. Perdendo a cabeça, D. Pedro entrou em guerra aberta contra o pai e saqueou a região do Entre-Douro-e-Minho.

A reconciliação chegou apenas em 1357, entregando o rei ao príncipe grande parte do poder. D. Afonso IV morreu pouco tempo depois.

Como rei, D. Afonso IV é lembrado como um comandante militar corajoso, daí o cognome de Bravo. A sua maior contribuição a nível económico e administrativo foi a importância dada ao desenvolvimento da marinha portuguesa.

D. Afonso IV subsidiou a construção de uma marinha mercante e financiou as primeiras viagens de exploração Atlântica. As Ilhas Canárias foram descobertas no seu reinado.

Jaz na Sé de Lisboa.

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Descendência

Do seu casamento com D. Beatriz de Castela 1293 - Lisboa, 25 de Outubro de 1359, infanta do Reino de Castela, filha do rei D. Sancho IV de Castela com D. Maria de Molina, nasceram:

D. Maria de Portugal Coimbra, 1313 - Évora, 1357, casada em 1328 na localidade de Alfaiates, Sabugal, com o rei Afonso XI de Castela, 13 de agosto de 1311 - 26 de março de 1350 a «Fermosíssima Maria» referida por Luís de Camões n' Os Lusíadas.

D. Afonso de Portugal Coimbra, Penela, 1315, nado-morto à nascença.

D. Dinis de Portugal 12 de janeiro de 1317-1318, morreu na infância.

D. Pedro I de Portugal Coimbra, 8 de abril de 1320- Évora, Estremoz, 18 de janeiro de 1367, sucessor do pai no trono português.

D. Isabel de Portugal 21 de dezembro de 1324 - 11 de julho de 1326, morreu na infância.

D. João de Portugal 23 de setembro de 1326 - 21 de julho de 1327, morreu na infância.

D. Leonor de Portugal Coimbra, 1328 - Jérica ou Teruel, Aragão, outubro de 1348, casada em 1347 com o rei Pedro IV de Aragão Balaguer 1319- Barcelona 5 de janeiro de 1387.

Teve ainda uma filha natural:

D. Maria Afonso de Portugal 1316 - Lisboa, 1384, casada em 1330 com D. Fernando de Castela, senhor de Valencia de Campos, mestre da Ordem de Santiago e filho de D. Afonso de Castela, senhor de Valência e de D. Joana de Castro 1280 - 1327.

FONTE WIKIPÉDIA

 

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