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FORTE S.SEBASTIÃO

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Forte de São Sebastião Angra do Heroísmo

 

O Forte de São Sebastião, também conhecido como Castelo de São Sebastião ou simplesmente Castelinho, localiza-se no porto de Pipas, freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na cidade e concelho de Angra do Heroísmo, na costa sul da ilha Terceira, nos Açores.

Edificado numa pequena colina que forma o extremo ESE da baía de Angra, em pleno centro histórico da cidade, foi a primeira grande fortificação marítima na cidade. Cruzava fogos com a Fortaleza do Monte Brasil, na defesa do porto de Pipas, à época o mais importante ancoradouro e estaleiro da ilha onde escalavam as embarcações da Carreira da Índia e as frotas do Brasil, em trânsito para o Reino de Portugal. A importância de sua posição decorria da facilidade com dela se podia fechar militarmente a baía de Angra.

 História

Antecedentes

O estudo para a defesa das ilhas do arquipélago dos Açores, contra os assaltos de piratas e corsários, atraídos pelas riquezas das embarcações que aí aportavam, oriundas da África, da Índia e do Brasil, iniciou-se em meados do século XVI, a cargo do Engenheiro Militar Bartolomeu Ferraz. No seu plano para a fortificação dos Açores, apresentado à Coroa Portuguesa em 1543, informou que as ilhas de São Miguel, da Terceira, de São Jorge, do Faial e do Pico estavam mais vulneráveis aos ataques de corsários e de hereges protestantes, e que os seus portos e vilas necessitavam de melhores condições de segurança. E justificou:

"porque as ilhas terceiras importarão muito assy pelo que per ssy valem como por serem o velhacoute e socorro muy principal das naos da Índia e os franceses sserem tão dessarrozoados que justo vel injusto tomão tudo que podem.

Sob os reinados de D. João III 1521-1557 e de D. Sebastião 1568-1578, foram expedidos novos Regimentos reformulando o sistema defensivo da região, destacando-se a visita do arquitecto militar italiano Tommaso Benedetto, ao arquipélago, em 1567, para orientar a sua fortificação. Este profissional compreendeu que, vindo o inimigo forçosamente pelo mar, a defesa deveria concentrar-se nos portos e ancoradouros, guarnecidos pelas populações locais sob a responsabilidade dos respectivos concelhos.

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Já em 1537 o rei D. João III encarregara Pedro Anes do Canto da construção de um baluarte, que é possível tenha sido levantado no local. Entretanto, por uma carta do Cardeal D. Henrique à Câmara de Angra, datada de 14 de Maio de 1561, constata-se que, mesmo que ele houvesse sido construído, já não mais existia à época.

 O forte quinhentista

Benedetto, nomeadamente para a defesa de Angra, onde se havia seguido uma filosofia defensiva tardo-medieval, com a construção do chamado Castelo dos Moinhos, numa elevação, em terra, preconizou a fortificação de toda a península do Monte Brasil. A Câmara Municipal de Angra, sem condições de arcar com os custos de um projeto de tamanha envergadura, propôs ao cardeal D. Henrique, regente do reino à época, a construção de uma fortificação de maiores proporções junto ao Porto de Pipas e de uma outra, fronteira a ela, na encosta do Monte Brasil, permitindo o cruzamento de fogos, que veio a denominar-se Forte de Santo António do Monte Brasil, principiado ainda em 1567.

Aceite a proposta da Câmara Municipal, o Alvará de 22 de Abril de 1562, nomeou como Mestre das Obras de Fortificação, com vencimento de 80$000, a Luís Gonçalves, embora as obras do forte, sob a invocação de São Sebastião em homenagem ao soberano, tenham se iniciado, na melhor das hipóteses, dez anos mais tarde.

Em 1572 aquele soberano, atendendo a uma exposição da Câmara Municipal de Angra, determinou a construção de dois fortes, um no porto de Pipas e outro nos Fanais, em detrimento do que lhe havia sido proposto erguer na ponta do Monte Brasil, por "pessoas que tinham muita notícia e experiência das obras de fortificação. Em anexo, enviava ao corregedor Diogo Álvares Cardoso as plantas para as fortificações, com o pedido de maior brevidade na sua execução. O seu terreno, sobranceiro à enseada, foi adquirido a Pedro do Canto e Castro e, em 1576 o forte já se achava em condições de utilização, sendo nomeado como alcaide-mor, Manuel Corte Real.

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As obras foram dadas como concluídas em 1580, mas incompletas, uma vez que faltava ao forte praticamente toda a muralha Leste, voltada à baía das Águas. De qualquer modo, encontrava-se bem guarnecido e artilhado, tendo contribuído para afastar a esquadra de D. Pedro de Valdez em 1581, dando lugar ao subsequente desembarque e batalha da Salga.

Em 1582, D. Álvaro de Bazán, vencedor da Batalha Naval de Vila Franca contra a esquadra francesa enviada aos Açores em apoio à causa de D. António, prior do Crato, não acometeu a cidade e nem a Ilha. No ano seguinte, quando do desembarque da Baía das Mós, entrou vitorioso em Angra pelo portão de São Bento, uma vez que o acesso por mar lhe era vedado pelos fogos combinados do Forte de São Sebastião e do Forte de Santo António. Foi ainda aqui, no Forte de São Sebastião, que o marquês de Santa Cruz recebeu a rendição formal das tropas francesas aquarteladas na ilha.

Acredita-se que a construção da muralha Leste seja do período da Dinastia Filipina, marcado por grande actividade em termos de fortificação. A bateria coberta que fica desse mesmo lado parece já ser posterior. E apenas numa planta do século XVIII figura a chamada Casa do Comandante, hoje reconstruída. As muralhas Norte e Poente eram, primitivamente, precedidas por um revelim. A muralha Norte era protegida por um fosso, hoje parcialmente entulhado. A ponte de pedra para acesso ao Portão de Armas terminava antes de o atingir sendo este acedido por uma ponte levadiça de madeira. O terrapleno da fortificação era desimpedido e as poucas construções adossavam-se primitivamente apenas à muralha Norte. Quando da construção da bateria baixa, esta era acedida por uma rampa e um túnel em linha recta e não parcialmente em curva como nos nossos dias.

A defesa assim proporcionada, já sob o governo de Juan de Horbina, afastou em 1589, o corsário inglês Sir Francis Drake. O mesmo se repetiu em 1597, quando da tentativa da armada sob o comando de Robert Devereux, 2º conde de Essex, que, com cerca de 140 velas, impusera pesado saque à ilha do Faial.

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 A Restauração da Independência

No contexto da Restauração da Independência, às vésperas do movimento que conduziria à expulsão dos espanhóis da Terceira, o Mestre de Campo Álvaro de Viveiros formulou e propôs um plano de destruição desta fortificação, rejeitado pelo Senado de Angra 1641. De qualquer modo, a 24 de Março Francisco Ornelas da Câmara procedeu a aclamação de João IV de Portugal diante da Igreja Matriz da Praia e, três dias depois a 27 de março, uma quinta-feira santa, o Forte de São Sebastião foi assaltado e conquistado pela Companhia da Ribeirinha, sob o comando do capitão Manuel Jaques de Oliveira. A operação foi favorecida pelo artilheiro português Pedro Caldeirão, que, embora a serviço da Espanha, não hesitou, com risco da própria vida, em orientar os seus conterrâneos para que avançassem para uma casamata desguarnecida nas imediações do portão. Depois de breve luta com a guarnição castelhana sob o comando do capitão Respenho, o forte foi dominado e a sua artilharia rompeu fogo contra a Fortaleza de São Filipe. Adicionalmente, na posse deste forte, os Terceirenses ganharam o controle do porto, impedindo o auxílio aos espanhóis sitiados em São Filipe.

 Por Carta-régia de 7 de Outubro de 1649, foi nomeado Alcaide-mor do forte Manuel de Barcelos da Câmara Vasconcelos.

Foi mandado reedificar por D. Pedro II 1667-1706 em 1698, conforme inscrição epigráfica em latim, abaixo das armas de D. Sebastião, por sobre o portão:

"Jubent epotentissimoReg ealtissimo Domino Nostro Petro II populi Patre, qui Patriam possuit suam in pace semper tutam quo regni petra erecta firmissima etangularis: castrum a Sebastiano conditum reedificatur, Anno Domini MDCXCVIII."

O século XVIII

Durante o século XVIII, o forte continuou bem guarnecido e artilhado. Em 1708, com o apoio da artilharia do Monte Brasil, dissuadiu a armada de René Duguay-Trouin, que atacou as Velas, na Ilha de São Jorge.

 O relatório da inspeção efetuada pelo Sargento-mor Engenheiro João António Júdice em 1767, dá conta de alguma ruína na fortificação, não maior do que aquela registrada na Fortaleza do Monte Brasil. Informa ainda que a sua guarnição era dada pelo Monte Brasil, e que a artilharia da praça era a mesma que os espanhóis haviam deixado em 1641.

Existe planta do forte, datada de 1772, remetida com outras à Secretaria da Guerra em Lisboa.

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 O século XIX

O forte mantinha a sua importância estratégica conforme a planta do sistema defensivo da baía de Angra, de José Carlos de Figueiredo, datada de 1822.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa 1828-1834, por determinação da Regência da Ilha Terceira, foi-lhe adicionada a bateria baixa, denominada como "Bateria da Heroicidade", sob a direcção do engenheiro Serra. Nessa bateria foi colocada uma inscrição epigráfica, em basalto, que reza:

"BATERIA DA HEROICIDADE 11 DE AGOSTO DE 1830 NA DEFENSÃO DAS LIBERDADES PATRIAS HEROES SE EXTREMAM NO GERAL DOS POVOS."

Ao final do conflito, o sistema defensivo da ilha como um todo é relegado a segundo plano, embora a relação do Barão de Basto, de 1862 dê-o em bom estado de conservação, referindo:

"Dito de S. Sebastião. Em bom estado de conservação. Com quanto seja uma fortificação secundária deve ser conservada porque auxilia com um eficaz cruzamento de fogos as baterias do Castelo de S. João Baptista que defende a baía d'Angra."

Pouco depois, um relatório do Corpo de Engenharia, datado de 1868, informa que ele estava guarnecido, tal como o Castelo de São João Baptista, de que dependeria.

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No ano de 1885 há registro da existência de uma edificação provisória, em madeira, levantada pelas Obras Públicas para estabelecimento de um lazareto, sendo para esse fim cedida provisoriamente ao Governo civil de Angra do Heroísmo, conforme determinado pelo Ministério da Guerra ao Comando Central dos Açores, em Oficio expedido pela 4ª Repartição do mesmo Ministério datado de 16 de Julho de 1885.

O século XX

No contexto da Primeira Guerra Mundial foram instaladas baterias de artilharia nas suas dependências. Também no início do século XX ali foi instalado o chamado "Posto de Desinfecção", aproveitando-se a sua localização, sobranceira ao Porto de Pipas, a que se tinha fácil acesso pela bateria baixa. Data dessa época a construção de um longo edifício de planta rectangular, para o serviço do posto, que implicou no desvio do acesso original aquela bateria. Posteriormente foram sendo erguidas outras construções a título precário, à medida das necessidades conjunturais, como barracões e telheiros para recolha de equipamento e até mesmo uma casa pré-fabricada. Até 1935, ano em que o forte retornou às mãos do Exército Português, residiu no forte, com a família, o chefe do "Posto de Desinfecção". A partir de então, entre outras funções, as suas dependências acolheram o Depósito dos Presos da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

À época da Segunda Guerra Mundial, a partir de 1943 as dependências do forte foram ocupadas por tropas britânicas. No pós-guerra, o ministro Santos Costa veio à Terceira diversas vezes, durante as negociações com os Estados Unidos da América acerca da permanência destes nos Açores. Ministro da Guerra, depois da Defesa, Santos Costa sensibilizou-se com o abandono da antiga fortificação, vindo a promover uma reparação geral das suas antigas muralhas.

Posteriormente, as instalações do forte passaram a sediar os serviços administrativos da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo e, mais recentemente, a Polícia Marítima.

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Em 1964 o forte foi proposto como Imóvel de Interesse Público pela Comissão de Arte e Arqueologia da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, encontrando-se assim classificado pelo Decreto nº 47.508, de 24 de Janeiro de 1967, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.

Em 1983 o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, incluindo as muralhas deste forte, foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

O século XXI

No alvorecer do século XXI, em 2 de Maio de 2003, a Marinha Portuguesa arriou pela última vez a bandeira portuguesa no antigo forte, dando lugar a uma intervenção de manutenção e recuperação. O imóvel foi assim requalificado como uma das Pousadas de Portugal, inaugurada no ano de 2006, com o estatuto e classificação de "Pousada Histórica Design". Essa classificação reflete a intervenção promovida no conjunto que se manifesta na manutenção do espaço histórico integrando modernos edifícios de cores claras, com linhas modernas, contrastando com as antigas muralhas envolventes.

No dia 9 de Novembro de 2008 registou-se o desabamento, no mar, de parte do pano da muralha leste, derrocada atribuída a um antigo processo de infiltração sem a devida vistoria e manutenção periódicas por parte dos responsáveis pelo monumento.

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Características

De tipo abaluartado, o conjunto apresenta planta orgânica adaptado ao terreno com o formato de um pentágono irregular apresentando, pelo lado do mar, três ordens de baterias, estando fechado, pelo lado de terra, por duas frentes abaluartadas.

Das baterias marítimas, a primeira, superior, encontra-se elevada em relação aos baluartes; a segunda imediata ao corpo da praça; e a terceira quase rasante e mais moderna, com relação ao restante da fortificação. As muralhas coroadas por merlões, são de grossa alvenaria argamassada. A "bateria baixa", baptizada de "Bateria da Heroicidade", encontra-se 13,40 metros acima do nível do mar; a que está no recinto da praça eleva-se a 26,60 metros; e as dos baluartes elevados, a 32,70 metros. A fortificação em si ocupava uma superfície aproximada de 10.504,00 metros quadrados.

O forte é acedido por uma ponte sobre dois arcos de cantaria de pedra sobre um fosso, que comunica o exterior com o Portão de Armas rasgado na muralha Norte. No seu terrapleno ergue-se a Casa do Governador, com lojas e um pavimento alto para o ajudante. Foi feita uma construção regular de alvenaria argamassada, com nove divisões no andar nobre, com paredes de tabique. As assoalhadas são forradas a madeira e, no pavimento térreo, há cinco divisões ou lojas sendo algumas abobadadas. Outros acessos eram o chamado "Caminho de Cima" hoje desaparecido e a rampa do varadouro do Porto de Pipas hoje bloqueada.

A construção destinada a quartel da tropa e a alojamento do ajudante da praça, de grossa alvenaria argamassada, tem, no alojamento deste que é o pavimento alto, cinco divisões de tabique e um corredor abobadado; o sobrado serve de tecto à caserna que forma o pavimento térreo.

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A Casa da Guarda é também abobadada ficando ao abrigo da cortina dos dois baluartes, com os quais se comunica por uma poterna. Através dela desce-se para a casamata que tem dois pequenos paióis abobadados sob os terraplenos dos baluartes, muito húmidos e que só em caso de necessidade urgente podem servir.

A sua artilharia encontrava-se recolhida à Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira.

No exterior das muralhas, pelo Norte, foram cavados fossos com o objectivo de dificultar qualquer ataque por terra. Apresentam um plano bastante inclinado e desenvolvem-se para Oeste até aos limites do forte. Pelo mesmo lado há ainda vários terrenos que eram cultivados ou arrendados pertencentes ao Ministério da Guerra e que se poderiam utilizar para produzir alimentação para a guarnição em caso de necessidade ou de cerco.

Os terrenos do forte pelo lado Oeste compreendiam o espaço que ia do chamado jardim público hoje um relvado até ao referido varadouro do Porto de Pipas. Foi feito um alargamento por cedência dessa parte dos espaços por requisição feita pelo Ministro das Obras Públicas da Guerra, e debaixo das condições exaradas num auto datado do dia 5 de Setembro de 1857, e que foi remetido por cópia ao Comando Geral de Engenharia em Oficio do Comando de Engenharia da então 10ª Divisão Militar de 11 do referido mês e ano.

O forte é dotado de uma cisterna com capacidade para 33.000 mil litros de água potável. Conta ainda com um sistema subterrâneo de transporte de águas, que parte do Oeste e vai desaguar na rocha da costa, a Leste. Este túnel foi aberto em 1850 pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para dar vazão às águas pluviais que de vários pontos elevados da cidade ali afluíam em grandes enxurradas. Com as dimensões de 1,5 a 2 metros de altura média e uma extensão ainda desconhecida – esquecido que foi -, só recentemente foi identificado, encontrando-se em vias de recuperação para ser aberto ao turismo. À época de sua abertura, deu azo localmente a polémicas, por poder ser utilizado como rota para a invasão do forte.

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 Cronologia

É apresentado o plano para a fortificação dos Açores por à .1543 Bartolomeu Ferraz Coroa Portuguesa

 O rei D. encarregara da construção de um em Angra, embora uma carta do à Câmara de Angra, datada de de , informe que o mesmo ou tinha sido destruído ou não tinha sido construído.1537 João III de Portugal Pedro Anes do Canto baluarte Cardeal D. Henrique 14 de Maio 1561

 É enviada carta pelo Cardeal D. Henrique à Câmara de Angra, onde se constata que o baluarte mandado construir em 1537 pelo rei D. João III não existe.1561

 Data do Alvará que nomeou o Mestre das Obras de Fortificação para o Forte de São Sebastião, . As obras no entanto sé se iniciaram cerca de dez anos depois.1562 22 de abril Luís Gonçalves

 É enviado aos Açores o arquitecto militar italiano , para orientar a fortificação das ilhas.1567 Tommaso Benedetto

1567 – Inicio das obras do .Forte de Santo António do Monte Brasil

 Data indicada como sendo a do início da construção do Forte de São Sebastião a mando do rei D. , homenagem a quem ficou sob a invocação do santo de mesmo nome.1568 1578 Sebastião de Portugal

1572 – D. Sebastião de Portugal, atendendo a uma exposição da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, determinou a construção de dois fortes, um no Porto de Pipas e outro nos Fanais, em detrimento do que lhe havia sido proposto erguer na ponta do Monte Brasil, por "pessoas que tinham muita notícia e experiência das obras de fortificação".

1576 – Data em que os fortes do Porto de Pipas e dos Fanais já se encontravam em condições de uso. Para a sua construção são enviados pela coroa de Portugal ao corregedor de Angra, Diogo Álvares Cardoso as plantas para as fortificações acompanhadas do pedido de maior brevidade na sua execução. O seu terreno, sobranceiro à enseada, foi adquirido a Pedro do Canto e Castro, sendo nomeado como alcaide-mor, Manuel Corte Real.

1580 – O Forte de São Sebastião foi dado como concluído embora incompleto, uma vez que lhe faltava praticamente toda a muralha Leste, voltada à Baía das Águas. De qualquer modo, encontrava-se bem guarnecido e artilhado, tendo contribuído para afastar a esquadra de D. Pedro de Valdez em 1581, dando lugar ao subsequente desembarque e Batalha da Salga.

1583 – D. Álvaro de Bazán, vencedor da Batalha Naval de Vila Franca ocorrida em 26 de Julho de 1582 contra a esquadra francesa enviada aos Açores em apoio à causa de D. António, prior do Crato, não consegue entrar na ilha Terceira. Em 1583, dá-se o desembarque da Baía das Mós e entra vitorioso em Angra pelo portão de São Bento, uma vez que o acesso por mar lhe era vedado pelos fogos combinados do Forte de São Sebastião e do Forte de Santo António do Monte Brasil. Foi ainda aqui, no Forte de São Sebastião, que o marquês de Santa Cruz recebeu a rendição formal das tropas francesas aquarteladas na ilha.

 Os canhões do Forte de São Sebastião, de Angra, sob o governo de , impedem o inglês Sir de atracar em Angra.1589 Juan de Horbina corsário Francis Drake

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 Tentativa de desembarque na Terceira, impedida pela artilharia do Forte de São Sebastião de uma armada que sob o comando de , 2º , com cerca de 140 velas, impusera pesado saque à .1597 Robert Devereux conde de Essex ilha do Faial

 No contexto da , às vésperas do movimento que conduziria à expulsão dos espanhóis da Terceira, o Mestre de Campo formulou e propôs um plano de destruição do Forte de São Sebastião, rejeitado pelo Senado de Angra.1641 Restauração da Independência Álvaro de Viveiros

1641 – – procede à aclamação do rei D. diante da .24 de março Francisco Ornelas da Câmara João IV de Portugal Igreja de Santa Cruz Praia da Vitória

1641 – 27 de março – O Forte de São Sebastião é assaltado e conquistado pela Companhia da Ribeirinha, sob o comando do capitão Manuel Jaques de Oliveira.

1649 – 7 de outubro – Por Carta-régia de 7 de Outubro de 1649, foi nomeado Alcaide-mor do Forte de São Sebastião, Manuel de Barcelos da Câmara Vasconcelos.

1698 – Por necessitar de restauro o Forte de São Sebastião, foi mandado reedificar pelo rei D. Pedro II de Portugal.

1708 – O Forte de São Sebastião com o apoio da artilharia do forte do Monte Brasil, impediu a armada de René Duguay-Trouin, de atacar Angra do Heroísmo, que atacou a vila de Velas, na Ilha de São Jorge.

 Data existente numa planta do Forte de São Sebastião, remetida com outras à Secretaria da Guerra em .1772 Lisboa

 É apresentado o relatório da inspecção efectuada pelo Sargento-mor Engenheiro que dá conta de alguma ruína na fortificação de Forte de São Sebastião.1767 João António Júdice

O Forte de São Sebastião, nesta data ainda mantêm importância estratégica conforme a planta do sistema defensivo da , de .1822 Baía de Angra José Carlos de Figueiredo

1828 – No contexto da Guerra Civil Portuguesa 1828-1834, por determinação da Regência da Ilha Terceira, foi adicionada a bateria baixa ao Forte de São Sebastião, denominada como "Bateria da Heroicidade", sob a direcção do engenheiro Serra.

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1850 – Abertura no Forte de São Sebastião de um sistema subterrâneo de transporte de águas, que parte do Oeste e vai desaguar na rocha da costa, a Leste. Este túnel aberto pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para dar vazão às águas pluviais que de vários pontos elevados da cidade ali afluíam em grandes enxurradas. Com as dimensões de 1,5 a 2 metros de altura média e uma extensão ainda desconhecida – esquecido que foi -, só recentemente foi identificado, encontrando-se em vias de recuperação para ser aberto ao turismo. À época de sua abertura, deu azo localmente a polémicas, por poder ser utilizado como rota para a invasão do forte.

1862 – Ao final da Guerra Civil Portuguesa, o sistema defensivo da ilha como um todo é relegado para segundo plano, embora a relação do Barão de Basto, data data, dê o Forte de São Sebastião em bom estado de conservação.

1868 – É apresentado um relatório do Corpo de Engenharia militar, que dá o Forte de São Sebastião bem guarnecido, tal como o Castelo de São João Baptista, de que dependeria.

1885 – Nesta data há registro da existência de uma edificação provisória, em madeira, no Forte de São Sebastião, levantada pelas Obras Públicas para estabelecimento de um lazareto, sendo para esse fim cedida provisoriamente ao Governo civil de Angra do Heroísmo, conforme determinado pelo Ministério da Guerra ao Comando Central dos Açores, em Oficio expedido pela 4ª Repartição do mesmo Ministério datado de 16 de julho de 1885.

 Nesta data o Forte de São Sebastião volta às mãos do .1935 Exército Português

 Na época da Segunda Guerra Mundial, a partir de 1943 as dependências do Forte de São Sebastião foram ocupadas por . No pós-guerra, o ministro veio à Terceira diversas vezes, durante as negociações com os acerca da permanência destes nos Açores. Ministro da Guerra, depois da Defesa, Santos Costa sensibilizou-se com o abandono da antiga fortificação, vindo a promover uma reparação geral das suas antigas .1943 tropas britânicas Santos Costa Estados Unidos da América muralhas

1967 – 24 de janeiro – O Forte de São Sebastião é classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 47.508

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1983 – Criação do Centro Histórico de Angra do Heroísmo com inclusão das muralhas do Forte de São Sebastião como Património da Humanidade pela UNESCO.

2003 – 2 de maio – A Marinha Portuguesa arriou pela última vez a bandeira portuguesa no Forte de São Sebastião, dando lugar a uma intervenção de manutenção e recuperação. O imóvel foi assim requalificado como uma das Pousadas de Portugal, inaugurada no ano de 2006, com o estatuto e classificação de "Pousada Histórica Design".

2006 - Instalação no Forte de São Sebastião, depois de requalificado de uma das Pousadas de Portugal, com o estatuto e classificação de "Pousada Histórica Design".

2008 – 9 de novembro – Registou-se o desabamento, no mar, de parte do pano da muralha leste do Forte de São Sebastião, derrocada atribuída a um antigo processo de infiltração sem a devida vistoria e manutenção periódicas por parte dos responsáveis pelo monumento.

Fonte Wikipédia

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