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ZÉ CORDEIRO

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ZÉ CORDEIRO

José Cordeiro foi um pintor e artista visual brasileiro nacionalizado português.

A pintura de José Cordeiro é uma das maiores expressões de como um artista pode retratar, seja em seu ofício de pintor ou na sua atividade de divulgador e promotor das artes, dois mundos que há 500 anos se relacionam por um cordão umbilical estendido sobre o Oceano. Nascido em São Paulo e atualmente morando em Lisboa, seu nome é sinônimo de qualidade pictórica dos dois lados do Atlântico.

Nascido em 22 de novembro de 1942, em São Paulo, SP, Zé Cordeiro não consegue lembrar de si mesmo longe de algum lápis ou pincel. "Comecei a pintar desde que nasci. Desenhava em tudo que encontrava pela frente. Quando criança, era um verdadeiro terror a riscar as paredes da casa, pintando com tudo que tinha às mãos", afirma.

Cordeiro nasceu no bairro do Ipiranga, perto do parque, onde D. Pedro I decretou a Independência do Brasil. "Aos sábados, meu pai me levava, antes do almoço, para passear naqueles jardins, repletos de esculturas e monumentos. Às vezes, entrávamos no Museu, onde encontrava um mundo novo, mágico, cheio de pinturas", lembra. "As pinturas clássicas e as esculturas fizeram parte da minha infância. Suas cores e formas enchiam-me os olhos e invadiam a minha alma."

Em seguida, foi a vez das revistinhas de histórias em quadrinhos. "Eu era louco por elas. Além de lê-las, também as desenhava. Um dia, em 1954, aos 12 anos, ganhei de presente uma caixa de tintas da China colorida. Até hoje, tenho nas narinas o perfume exalado pelos vidros das tintas. Foi uma festa", diz o artista..

Ainda garoto, Zé Cordeiro ficou órfão de pai, e a mãe passa a costurar vestidos para as moças do bairro. "Elas vinham em casa e folheavam as páginas de revistas de moda. Numa revista argentina, havia belíssimas reproduções de quadros", conta. "Tudo isso serviu de motivação para o meu aprendizado em pintura."

Após mostrar aptidão para o desenho e usar tinta da China e pastel, ganhando alguns prêmios escolares da área de desenho e pintura, Cordeiro, aos 16 anos, passou a usar tinta a óleo. "Trabalhava como office-boy no escritório de meu padrinho, que era engenheiro e tinha um escritório na rua Libero Badaró. Comprei tintas e pincéis no empório artístico Michelangelo e comecei a pintar em casa", diz. "Também visitava exposições de pinturas e ficava lá horas, tentando descobrir os mistérios da arte de pintar..."

Esses mistérios foram sendo desvendados com muita dedicação. Em 1966, Cordeiro decidiu tentar entrar no XV Salão Paulista de Arte Moderna. O evento, que acontecia na Galeria Prestes Maia, era, depois da Bienal, o mais importante do Brasil. "Embrulhei os quadros e fui me inscrever. Tinha até fila! Nela, conheci o José Antônio da Silva, um dos maiores pintores primitivistas brasileiros", recorda. "Entreguei meus quadros muito timidamente, porque tinha vergonha de exibi-los, e fui para casa."

Foi pelo jornal O Estado de São Paulo que Cordeiro ficou sabendo da relação dos artistas aceitos. "Não queria acreditar que o José Cordeiro da lista era eu. Só me convenci de vez quando chegou pelos correios a comunicação e o convite, em nome do governador do Estado, para a inauguração do salão", relata.

Na exposição, o então novato Zé Cordeiro conheceu pessoalmente artistas igualmente iniciantes, como Waldomiro de Deus, e outros já famosos, como Aldemir Martins e Alfredo Volpi. "O interessante mesmo era que não sabia qual era mesmo o meu estilo", diz. "No dia da inauguração, me aproximei por trás do quadro para ouvir os comentários. Eles diziam: ‘Mas então o Cordeiro agora faz isso?".

Logo ficou clara a confusão. O pintor paulista assinara seus quadros somente Cordeiro e estava sendo confundido com o conhecido pintor concretista de origem italiana Waldemar Cordeiro. "Assim, como ninguém me conhecia, pude escutar as mais variadas opiniões sobre o meu trabalho, nem sempre boas."

Em 1967, Cordeiro estuda no curso para monitor da Bienal de São Paulo, tendo contato com professores do gabarito de Carlos Von Schmitd, Oswald de Andrade Filho e Walter Zanini. No ano seguinte, estuda PopArt, com o pintor alemão Ted Detich Ilgares e é um dos fundadores da Feira de Arte da Praça da República, em São Paulo, além de freqüentar um curso livre de pintura com modelo vivo na Fundação Armando Álvares Penteado.

A confusão sobre o nome teve um fim em 1968. Ao participar da 1ª Feira de Arte Contemporânea da Associação Internacional de Artistas Plásticos , exposição de arte popular no então semi-construído Hilton Hotel, Cordeiro expôs, durante três dias, ao lado de diversos pintores, como o primitivista Waldomiro de Deus e o renomado Manabu Mabe. "Conheci assim o pintor primitivista Cassio M’Boi, que me aconselhou a assinar os quadros como Zé Cordeiro. Sou até hoje agradecido por isso", declara o artista.

Zé Cordeiro também lembra de um episódio que marcou bastante sua carreira: a ida a Recife, PE. "Fiz longas viagens pelo sertão nordestino para pesquisar a vida dos cangaceiros e beatos. Conheci muita gente, entre eles, em Garanhuns, o coronel Bezerra, o antigo tenente Bezerra da força que combateu Lampião, o rei do cangaço", conta. "A minha temática foi então tomada por cangaceiros e beatos, com seus calçados gastos pelo chão das caatingas nordestinas, nos confins do sertão."

Uma característica de Zé Cordeiro é seu desejo constante de ampliar e renovar seu conhecimento técnico. Em 1969, por exemplo, estuda gravura com Paulo Mentem, no Ateliê do Núcleo dos Gravadores de São Paulo, onde convive com grandes nomes da área, cursos de xilogravura e serigrafia.

Nos anos 1970, Zé Cordeiro se envolve em numerosos eventos importantes. Graças ao professor Carlos Von Schmidt, participou de leilões da Collection Art Gallery e também do importante leiloeiro Irineu Angulo. Em 1974, funda a equipe de gravadores da Rod’Arte e ingressa na Bienal de São Paulo, sob a orientação de Radha Abramo, mesmo ano que vai residir com a esposa Edna de Araraquara, em Salvador, BA, cidade em que ela começa a exercitar suas primeiras pinceladas rumo a uma carreira de posterior sucesso.

De volta a São Paulo, as atividades de Zé Cordeiro não param. Abre, em 1975, um ateliê de serigrafias em Diadema, cidade operária da Grande São Paulo, onde fabrica telas para impressão de serigrafias, trabalho então inovador. Paralelamente, a Rod’Art começa a ter a adesão de um número cada vez maior de operários artistas.

Esse esforço resulta, em 1976, no projeto "Arte para o Povo", com gravuras penduradas em cordéis, exposições e conferências relâmpago em praças públicas de bairros operários, portas de fábricas e cemitérios de automóveis. "No ano seguinte, porém, com a ditadura militar e a opressão política, o grupo se dissolveu", conta.

Dois anos depois, monta, com Edna, um ateliê no Largo do Arouche. No ano seguinte, realiza, em São Paulo, na Maison de France, o lançamento do calendário Glassurit, com apresentação do crítico Jos Luyten, e exposição dos quadros que ilustram o calendário.

Em 1979, o casal foi residir na cidade de Santos, SP. "Era uma linda cidade praiana, perfumada pelos odores das torrefadoras de café. Vagava sempre pela Ponta da Praia, Marapé e Macuco. Os cais com suas boates, marujos bêbados e mulheres na zona boêmia mudaram minha temática", descreve. "Comecei a pintar cenas com casas de prostituição, carregadores dos armazéns de café, malandros e prostitutas. A vida do grande porto, enfim."

No começo dos anos 1980, Zé Cordeiro participa ativamente em movimentos culturais, em São Bernardo do Campo, SP, e de exposições itinerantes. Em 1982, juntamente com o vereador Luis Massa, daquela cidade, e o governo da Itália, Zé Cordeiro e o pintor Waldomiro de Deus organizam a grande exposição Mito e magia del Colore no Castel dell’Ovo, em Nápoles, Itália. Com o crítico Gianni Gelleni, tem ainda a oportunidade de ir para a Iugoslávia, onde participou de diversas coletivas.

No ano seguinte, Zé Cordeiro e Edna mudam-se para Campinas, SP, e abrem o Ateliê de Arte Naïf Brasileira, que, no ano seguinte, resultou na Casa da Arte Brasileira, que funcionou, simultaneamente, como ateliê, escola de artes plásticas e galeria de arte, abrindo um grande espaço para a divulgação e a expansão de diversas manifestações artísticas e culturais.

Em 1987, Zé Cordeiro viaja para Milano, Nápoles e Suíça. Dois anos depois, a Infraero, como forma de reconhecimento às iniciativas do casal de artistas pela arte brasileira, convida-os a inaugurar, no espaço da Sala Vip, do novo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, a Casa da Arte Brasileira II.

Os anos 1990 indicam novos caminhos. O casal viaja para Paris com o objetivo de participar da Expo-90-Unesco, onde representa o Brasil. Zé Cordeiro e Edna mudam-se depois para Roma e Paris, incluindo uma exposição na Alemanha. Eles decidem, no entanto, que Portugal será a sua pátria.

Zé Cordeiro doa trabalhos para serem postos à venda no bazar diplomático português, com renda revertida para entidades assistenciais. Surgem então convites para novas exposições. "Portugal foi um encontro, um novo mundo abriu-nos às portas. Minha pintura começou a mudar. Primeiro, na cidade do Porto, pinto temas locais. Logo é Lisboa, onde desenvolvo toda a minha capacidade e trabalho com fúria, a fim de recuperar o tempo perdido", afirma.

E o encantamento de Zé Cordeiro não pára aí. Ele descreve como a cultura portuguesa passou a influenciá-lo com vigor. "Comecei a vagar pelos becos e vielas da Lisboa antiga e a sentir o odor do peixe fresco e do assar das brasas das churrasqueiras nas calçadas dos restaurantes populares. Tudo isso invadiu a minha vida cotidiana e a passou a fazer parte da minha nova realidade", diz o artista.

O Bairro Alto, a Mouraria e a Alfama surgem como personagens da pintura de Zé Cordeiro. "Uma nova pintura começou a surgir com os elétricos a descer e subir as ladeiras, as meninas do Sodré a sorrir convidativas dentro da noite, os lamentos dos fadistas castiços, as conversas dos malandros em volta de copos nos balcões de madeira, o cheiro da fritura dos pastéis de bacalhau e os primeiros cafés abertos nas manhãs de sol", conta. "Esta Lisboa, que amo muito, é o tema atual de minha pintura.

Todo esse amor por Portugal resultou em obras de qualidade. Em 1991, uma exposição Individual-a-dois, com Edna de Araraquara, recebe a visita da esposa do primeiro ministro Cavaco e Silva, sendo que o casal luso é presenteado pelo governo brasileiro com obras dos artistas brasileiros.

O envolvimento com Portugal é cada vez maior. Em 1992, ao lado de Infante do Carmo, Zé Cordeiro participa da publicação do livro Aspectos das artes plásticas em Portugal, num trabalho hercúleo, que incluiu entrevistas e vistas a ateliês de 200 artistas radicados naquele país.

No mesmo ano, Zé Cordeiro e Edna mudam-se para o Porto, a convite da galerista Alcina Carvalho, para dirigir a Galeria Caixa da Arte. No ano seguinte, o casal abre, naquela cidade, seu próprio espaço, a Galeria 245, onde edita, com Narciso Martins, os livros Panorama das Artes Plásticas Luso-Brasileiras e a obra Portugal Artes Plásticas, em que são representados mais de 500 artistas portugueses e alguns brasileiros. Na Casa do Brasil de Coimbra, com apoio da câmara municipal local, realiza o "Arte Brasil 93", evento inaugurado pelo escritor Jorge Amado.

Zé Cordeiro torna-se presença importante nos eventos culturais portugueses. Participa, por exemplo, da exposição "Lisboa 94 Capital da Cultura", com uma exposição no Convento dos Cardeais. Os laços com o Brasil não se perdem. Uma prova é a escolha, em 1996, de um trabalho seu inspirado na Bahia, reproduzido em 5 mil litografias e igual número de t-shirts, para ilustrar a campanha publicitária do 10º aniversário do Café Brazil.

Em 1997, Zé Cordeiro e Edna de Araraquara vão para Londres expor na Thompson’s Art Gallery e na The Economist Gallery. No ano seguinte, vem o convite do Comissariado Brasil para participar da Expo 98, com uma Individual-a-dois, com Edna de Araraquara, na Galeria Pomar dos Artistas, em Lisboa, e ainda ilustra a capa do livro Bacalhau em Português, escrito por Carlos Consigliere e Marilia, publicado pela Editora Colares, de Lisboa.

Mas, afinal, como são esses quadros que encantam tanto portugueses como brasileiros e que vêm ultrapassando as fronteiras dos dois países. Após conhecer o percurso vivencial de Zé Cordeiro, é possível verificar como eles retratam diferentes momentos da sua ampla experiência pessoal e artística.

Em quadros como Os músicos, por exemplo, encontramos um grupo de músicos cariocas, tocando flauta, guitarra e pandeiro. De camisa listrada, ilustram a imagem da malandragem do Rio de Janeiro, com suas cores bem definidas, e poderiam perfeitamente ser capa de bom disco de samba de raiz.

Cenas de capoeira também podem ser encontradas no acervo do pintor, assim como telas como Marujos e mulheres, em que, num balcão de um bar, três mulheres e cinco homens se encontram, e mesmo uma tela sobre a popular sinuca, em que o momento retratado permite vislumbrar todo universo que cerca o jogo.

A diversidade de tema permeia a obra de Zé Cordeiro, como prova uma tela como Na gafieira do Paulistano, em que surgem grupos de corpos colados, dançando com toda sensualidade. Os homens de branco e as mulheres com vestidos vermelhos, verdes, roxos e amarelos passam ao espectador toda a atmosfera da cena, enquanto, ao fundo, a orquestra, em escala bem menor, também compõe o quadro.

As telas de Zé Cordeiro com tema especificamente português são um mergulho na cultura local. Rua da Palma, por exemplo traz uma moça de minissaia, sensual e cheia de vida, que se opõe à imagem do senhor lendo jornal, imerso em outra realidade. Não, porém, oposição, mas sim complementaridade de imagens, que permitem entender melhor o que significa ser português neste início de século.

A Jinginha de São Domingos, por sua vez, traz uma vendedora de flores em roupa típica, uma mãe carregando o filho no colo, um homem com pinta de malandro e um policial. Em Alfama, é mostrado um bonde passando, pessoas conversando e uma mulher pendura roupas na varanda, enquanto, em Café de alfama, três homens surgem num bar bebendo e jogando cartas, numa mesa sem perspectiva, bem dentro do universo estético da arte naïf

Para o crítico português Paulo Alarcão, Zé Cordeiro é "hoje um expoente do realismo latino-americano, na sua vertente trágica e dramática, satírica e humorística, onde a figura humana se destaca particularmente, com as suas expressões populares". Uma tela que ilustra bem isso é A peixeira do Algarve. Num fundo divido, meio roxo, meio verde, a protagonista surge com sorriso aberto, formas arredondadas, roupas brancas e seios voluptuosos cortando a cabeça de um peixe.

Uma tela que impressiona pela extrema sensibilidade, fugindo um pouco ao tom local da maioria das composições do pintor, é O menino e o pássaros, em que um garoto pensativo surge, à direita do quadro, à frente de uma porta fechada. À esquerda, duas gaiolas, uma apoiada no chão e outra pendurada na parede, com pássaros de diferentes cores, desde um vermelho bem quente ao branco, passando por diversas tonalidades.

O crítico Edgardo Xavier, perante as telas de Zé Cordeiro, revela um sentimento de admiração. "Indubitavelmente intimista e autodidata, este pintor tem vindo a marcar, com crescente qualidade, a suas composições. Rasgando horizontes, aprimorando-se na pesquisa e procurando sentir a beleza dos múltiplos suportes do quotidiano, Zé Cordeiro traz consigo uma original forma de ver e de amar Portugal", afirma.

Esse amor por Portugal se espelha nos mais diferentes quadros, que vão desde o quadro Futebol, sobre uma partida de futebol entre Porto e Benfica a A vindima, que retrata, em cores quentes, um trabalhador com uma cesta repleta de uvas nos ombros e uma imensa tesoura na mão esquerda. O fundo é uma selva de folhas de parreiras, em diversos tons, passando pelo vermelho, verde e amarelo.

Outra tela que exalta o universo das vinícolas e todos os fatores envolvidos em sua produção é As coisas do arco do vinho. São quatro cenas conjugadas envolvendo a uva: as mulheres que a colhem, os carregadores com cestos nos ombros, um senhor idoso participando da preparação da bebida alcoólica e, finalmente, dois homens, consumindo o vinho no bar, ambos engravatados e um bem mais jovem do que o outro, indiciando que a bebida passa de geração em geração.

Após mais de 360 exposições por Brasil, Portugal, EUA, Chile, Canadá, Itália, Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Iugoslávia, Zé Cordeiro tem uma sólida carreira e muita história para contar. Desde os efervescentes anos 1960 e 1970, quando conviveu com grandes artistas, escritores, poetas, músicos, como Chico da Silva, Manezinho Araújo e Walter Levy até sua presente jornada por terras portuguesas, ele viveu de tudo, passando por várias fases, inclusive uma breve experiência abstracionista. "Hoje sou figurativo sem ter a preocupação de agradar compradores, coisa que nunca fiz. Sou um pintor sem estilo, ou melhor, meu estilo é Zé Cordeiro e acabou", diz.

Zé Cordeiro confessa ainda que teve "tempos difíceis, mil profissões, centenas de ocupações, algumas exóticas, outras rocambolescas, aventureiras". "Vivi muitas vidas, conheci lugares e pessoas, e hoje, o que restou foi o amor à vida, à arte, à alegria de viver, de ver e de amar", conclui.

Em seus quadros, Zé Cordeiro transmite uma intensa alegria de viver. As imagens retratadas, sejam da capoeira brasileira, de tourada espanhola ou das ruas de Lisboa apresentam tonalidades fortes. As figuras humanas do mais português dos artistas brasileiros denunciam vida pelo olhar, geralmente melancólico.

Há, porém, sempre uma energia guardada, que parece estimular esses personagens em sua jornada existencial, movendo-os a nunca desistir. Ao conseguir esse efeito, as imagens tornam-se inesquecíveis e se eternizam em nossa memória, mostrando que Zé Cordeiro vence o tempo pelo valor de sua arte e pela carga de humanidade das personagens, sejam brasileiras ou portuguesas, que retrata.

FONTE WIKIPÉDIA

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